Por volta de 1750, os imigrantes açorianos chegaram ao Rio Grande do Sul com as primeiras mudas de cana-de-açúcar. Instalada na região de Santo Antonio da Patrulha, no litoral gaúcho, a cultura encontrou o micro-clima ideal para seu desenvolvimento, e dali espalhou-se pelo Estado. É com esta matéria-prima de excepcional qualidade que é produzida a cachaça do Rio Grande do Sul. Seguindo rígidos padrões de qualidade e utilizando a cana-de-açúcar maturada no clima temperado (o que eleva seu teor de açúcar), os Alambiques Gaúchos obtêm uma bebida pura e de sabor apurado. Além disto, estes produtores utilizam apenas cana-de-açúcar produzida sem a utilização de agrotóxicos, fazem a moagem no máximo 24 horas após a colheita e utilizam somente o coração da cachaça, desprezando a cabeça e a cauda. Todo este cuidado resultou no reconhecimento da produção gaúcha em feiras como a de Anuga (Alemanha), Sial (França), na Exposição Internacional da Cachaça (Expocachaça), em São Paulo, e na Expointer, no Rio Grande do Sul. A cachaça de alambique produzida no RS é comercializada em todo o Brasil e em países como Alemanha, Itália, Inglaterra, EUA e França.
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